Protocolo passa a abranger pessoas com mais de 60% de incapacidade.

 

Foto: Estela Silva / Lusa

 

A CP e o Instituto Nacional de Reabilitação (INR) assinam esta quinta-feira um aditamento ao protocolo existente para passar a abranger também pessoas com mais de 60% de incapacidade. Vão ter 20% de desconto no bilhete para qualquer comboio.


O protocolo em vigor desde Abril de 2016 prevê um desconto de 75% no preço do bilhete em qualquer percurso em 2ª classe, nos comboios Alfa pendular, Intercidades, Regionais, Inter-regionais e Urbanos da CP para pessoas com incapacidade superior a 80%. Se precisarem de acompanhante, este só paga três quartos do valor do bilhete.

 

Em declarações à Renascença, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, revela que sempre houve intenção de alargar a medida a mais gente mas só agora foi possível.

 

A partir de 1 de Março, as pessoas com um grau de incapacidade igual ou superior a 60% e inferior a 80% passam a ter direito a um desconto sobre o valor da tarifa por inteiro para viajar em qualquer comboio da CP. Para tal, basta apresentar o Atestado Multiusos. “O objetivo é promover mais autonomia, prevendo as situações em que as pessoas têm menos rendimentos mas que, ainda assim, tenham a possibilidade de sair e de estarem ativas, inseridas na sociedade”, referiu Ana Sofia Antunes.

 

Nos últimos dois anos cerca de 100 mil pessoas usufruíram dos descontos. Com as novas regras, só este ano, esse número pode duplicar.
Apesar de não ter referido os valores envolvidos nesta medida social, a Secretária de Estado afirmou que um terço dos custos fica a cargo do Ministério da Segurança Social (através do Instituto nacional de Reabilitação) e os outros dois terços são suportados pela CP, no âmbito da política de responsabilidade social da empresa.

 

Ana Sofia Antunes revelou ainda que há negociações com outras empresas de transporte, em todo o país e em Lisboa, concretamente com a Carris, para alargar este benefício a mais pessoas com incapacidade reduzida.

 

 

in Rádio Renascença

 

 

Nota de ambliope.info

Página da CP - Desconto para Clientes Necessidades Especiais

 

 

Uma equipa internacional conseguiu reduzir a progressão da miopia em crianças através da utilização de uma lente especial. A Universidade do Minho é uma das que está envolvida neste estudo.

 

 

 

Uma equipa internacional, que inclui cientistas da Universidade do Minho (UMinho), conseguiu reduzir em 59% a progressão da miopia em crianças dos oito aos 12 anos através de uma “lente de contacto especial”, anunciou esta quinta-feira a academia.

 

Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho explica que o ensaio clínico com uma nova lente de contacto decorreu desde 2012 e concluiu que o uso daquela lente na infância “traz benefícios claros para a saúde pública, porque é na infância que os valores da miopia mais agravam, podendo disparar na fase adulta a probabilidade de problemas severos de visão”.

 

 

A miopia consiste em ver mal ao longe e deve-se ao crescimento excessivo do olho, sendo que a cada milímetro que este aumenta, ganha-se três dioptrias de miopia. A equipa internacional mostrou que, após três anos, as crianças com as lentes de contacto especiais tiveram 0,5 milímetros de crescimento ocular, isto é, menos de metade face às outras crianças do estudo.

 

“É possível atrasar o crescimento do olho humano com dispositivos óticos”, aponta no texto o diretor do Laboratório de Investigação em Optometria Clínica e Experimental (CEORLab) do Centro de Física da UMinho, José González-Méijome, que trata esta linha de estudo precursora há 15 anos.

 

Estas lentes de contacto “distinguem-se pela distribuição específica da potência, o seu desenho ótico, que vai alterar a imagem que se forma na retina, estimulando menos o crescimento do olho”, refere o investigador.

 

 

Segundo a UMinho, “a miopia em menores de dez anos costuma alcançar valores elevados na idade adulta e pode levar a doenças da retina e nervo ótico, como glaucoma, desprendimento da retina, mácula e mesmo a cegueira”, sendo que “a probabilidade de ter estas doenças é dez vezes maior em míopes com mais de três dioptrias e até cem vezes maior para aqueles com cinco ou mais dioptrias”.

 

Aquela “anomalia visual” tornou-se uma pandemia em diversas partes do mundo e, refere o comunicado, “prevê-se que em 2050 mais de 50% da população mundial tenha este defeito ocular, 10% da qual com miopia alta”.

 

A UMinho salienta que as Ciências da Visão são uma área de “importância extrema a nível social e científico”, referindo que CEORLab tem em curso vários estudos epidemiológicos, ensaios e parcerias. Por exemplo, enumera, “concluiu recentemente que a miopia afeta um terço dos que ingressaram no ensino superior de 2015 a 2017, com base numa amostra a 2 mil jovens da UMinho”, uma proporção que quase duplicou nos últimos 15 anos.

 

 

A equipa liga também a investigação às neurociências, entendendo melhor os processos de crescimento e controlo do globo ocular e os mecanismos de ação destes e outros tratamentos, para desenvolver dispositivos mais eficazes.

 

A UMinho explica ainda que “é a única instituição em Portugal e das raras da Europa com formação de licenciatura, mestrado, doutoramento e ensino a distância em Optometria e Ciências da Visão, em particular na área da miopia”. O ensaio clínico com a nova lente de contacto envolveu ainda as universidades de Aston (Reino Unido), de Waterloo (Canadá) e o Hospital Universitário de Singapura.


 

in Observador

 

https://businessmonkeynews.com/pt/pt/eles-vao-usar-genes-de-algas-para-tentar-curar-um-tipo-de-cegueira/

 

 

 

Retinite pigmentosa é o nome dado a um grupo de distúrbios genéticos que afectam a retina, e causar uma degeneração dos mesmos. O resultado é que a pessoa vai sofrer uma perda progressiva da visão para acabar sofrendo de cegueira total. Mas agora a empresa britânica GenSight Biologics recebeu autorização para executar testar um novo tratamento baseado em optogenética, para tentar curar esse tipo de cegueira.

 

técnica optogenetic é manipular certos genes para determinadas áreas do cérebro de luz para cima. O que os pesquisadores pretendem fazê-lo é apalicarla o olho, manipular o gene que controla a chamada de células ganglionares da retina. O que vai executar esta terapia é para inserir genes de pesquisadores algas luz nas ditas células a transformar de fotorreceptores.

 

Algas em questão pertencem à variedade chamada Chlamydomonas renhardtti. Eles são organismos unicelulares com um mecanismo que lhes permite buscar a luz solar para a fotossíntese. A idéia, portanto, é que o gene de algas transplantadas para o olho humano servem para ajudar a recuperar parte da capacidade de visão.

Os voluntários que participam dos testes deve atender a vários requisitos, incluindo não ser completamente cego e ainda ser capaz de ver, pelo menos, cinco dedos a uma distância de um metro.


 

in Business Monkey News

 

 

 

O consumo de cafeína, em doses equivalentes a dois/três cafés por dia, protege as células da retina, conclui um estudo realizado por investigadores das universidades de Coimbra e de Bona (Alemanha). A investigação abre caminho para o desenvolvimento de “novas abordagens terapêuticas para o tratamento de doenças da visão associadas a episódios isquémicos, como a retinopatia diabética e glaucoma, duas das principais causas de cegueira a nível mundial”, afirma a Universidade de Coimbra (UC) numa nota enviada esta segunda-feira à agência Lusa.

 

A isquemia da retina é uma complicação associada às doenças degenerativas da retina, contribuindo para a perda de visão e cegueira, refere a UC, indicando que esta “patologia ocorre por oclusão de vasos sanguíneos, maioritariamente da artéria central da retina, de um ramo da artéria da retina ou por oclusão venosa”.

Liderado por Ana Raquel Santiago, investigadora no laboratório Retinal Dysfunction and Neuroinflammation da Faculdade Medicina da UC, o estudo, já publicado na Cell Death and Disease, foi realizado em modelos animais (ratos) e desenvolvido em duas fases.

 

Primeiro, relata a UC, foram “avaliados os efeitos da cafeína nas células da microglia, células imunitárias que funcionam como os macrófagos da retina, mas que em situação de isquemia libertam substâncias nocivas que contribuem para o processo degenerativo”.

 

Os ratos começaram por consumir cafeína durante duas semanas ininterruptamente, tendo sido posteriormente sujeitos a um período transitório de isquemia ocular e, após recuperação, voltaram a beber cafeína. As análises mostraram que “a cafeína controla a reatividade das células da microglia de forma a conferir proteção à retina, quando comparado com animais que bebiam água (animais controlo)”, acrescenta a UC.

 


Nas primeiras 24 horas assistiu-se a uma ativação exacerbada das células da microglia, indicando que, de alguma forma, a cafeína estava a promover um ambiente pró-inflamatório para depois garantir proteção e travar a progressão da doença”, refere a coordenadora do estudo, citada pela UC.
Perante estes resultados, e sabendo que a cafeína é um antagonista dos recetores de adenosina (envolvidos na comunicação do sistema nervoso central), a segunda fase do estudo centrou-se em testar o potencial terapêutico de um fármaco, a istradefilina, no controlo do ambiente inflamatório após um episódio isquémico da retina.

 

Trata-se de um fármaco capaz de bloquear a ação dos recetores A2A de adenosina e que tem sido avaliado em outras doenças neurodegenerativas. “Neste grupo de experiências, observou-se que a administração de istradefilina diminui a reatividade das células da microglia, atenuando o ambiente pró-inflamatório e o dano causado pela isquemia transiente”, descreve Ana Raquel Santiago.
Este fármaco foi testado pela primeira vez na retina, tendo sido administrado após o insulto isquémico da retina. Os resultados da investigação abrem portas para “a identificação de novos fármacos que possam tratar ou atenuar as alterações visuais inerentes a estas doenças”, sustenta a investigadora.

 

Os recetores A2A de adenosina podem vir a ser um alvo interessante para travar a perda de visão causada por doenças como o glaucoma ou a retinopatia diabética, duas das principais causas de cegueira a nível mundial”, salienta ainda Ana Raquel Santiago.

 

Atualmente, “não há cura para estas doenças e os tratamentos disponíveis não são eficazes, sendo crucial identificar novas estratégias terapêuticas”, conclui. Desenvolvido ao longo de três anos, o estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela empresa Manuel Rui Azinhais Nabeiro.


 

in Observador.pt

 

O fotógrafo Brenden Borrellini nasceu surdo e com visão limitada, que acabou evoluindo para a cegueira completa. A dificuldade não o impediu de desenvolver seu maior dom: a fotografia, provando que definitivamente o olhar vem de dentro, da alma.

Após os estudos na Unidade de Educação Especial na Escola Estadual Cavendish Road, em Brisbane, Austrália, ele se tornou o primeiro aluno cego, e surdo, a terminar o ensino médio e ingressar na universidade. O ano de 1989 marcou o reconhecimento nacional de suas realizações acadêmicas, com a conquista do prêmio  Australian of the Year. Depois disso, Brenden partiu para algo completamente novo e até mesmo inesperado. 

O sonho de ser fotógrafo ganhou vida por conta de sua enorme força de vontade e ajuda de um mentor, o diretor artístico do Crossroads Arts (organização com foco em acessibilidade), Steve Mayer-Miller, que destacou o foco, perseverança e motivação de Brenden. Uma máquina que converte os textos em braile auxilia a parceria da dupla, que troca opiniões constantemente em busca de um maior aprimoramento e conhecimento. A ferramenta dá um feedback técnico sobre a arte, apontando itens como composição, luz, efeito do obturador e profundidade.

Para que Brenden enxergue sua obra, as imagens 2D são transformadas em 3D, assim ele pode captar suas ideias através do tato. “Eu posso ter uma noção do que me cerca. Mas quando estou tirando fotos, ainda preciso de alguma ajuda para guiar a câmera na direção certa. Ainda tenho alguma dificuldade para capturar a foto de imediato”, declarou o fotógrafo.

O pequeno documentário abaixo mostra a relação de Brenden com o mundo e suas fotos. Vale a pena ver e se inspirar:

 

 

in hypeness

#SEMPENA2016 foi a bandeira das celebrações do Dia Paralímpico que este ano decorreram na Praça do Comércio, com atividades de desporto adaptado abertas à experimentação do público. Fernando Medina e Marcelo Rebelo de Sousa visitaram o local, a jornada começou com a participação do vereador do Desporto, Jorge Máximo.

 

 

Lisboa acolheu este ano o Dia Paralímpico, 14 de maio, na Praça do Comércio com uma jornada de experimentação e demonstrações de modalidades paralímpicas e surdolímpicas, que contou com diversos atletas apurados para os jogos do Rio de Janeiro . Jorge Máximo, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa participou na abertura, à tarde o espaço foi visitado pelo presidente da autarquia, Fernando Medina, e o Presidente da República. 

Inclusão, igualdade e superação foram as palavras mais ouvidas nos discursos, sentidas por todos quantos assistiram às atividades e sobretudo pelos que tiveram oportunidade de experimentar algumas modalidades como o ténis de mesa, a escalada, o judo, o tiro com arco ou o voleibol sentado. 

Sempre presente esteve a #SEMPENA2016, uma campanha de apoio aos atletas paralímpicos lançada pelo Comité Paralímpico de Portugal e representativa de uma mudança de atitudes que se exige na sociedade: o abandono do preconceito e o respeito pela diferença. Fernando Medina, Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Máximo não faltaram à chamada e fizeram-se fotografar com aquela que será hoje uma das hashtags mais partilhadas nas redes sociais.

Na praça do Comércio, a “sala nobre da cidade”, como frisou Jorge Máximo, muitas crianças, adultos e jovens tiveram a oportunidade de experienciar as dificuldades do desporto adaptado, como pedalar numa bicicleta com as mãos, jogar ténis de mesa numa cadeira de rodas ou à bola com os olhos vendados. 

“Vamos ter muitos heróis em setembro nos jogos paralímpicos”, afirmou Jorge Máximo na abertura da jornada, lembrando que a autarquia tem vindo a trabalhar para promover a inclusão e a igualdade no deporto. A Câmara de Lisboa “tem como baluarte da sua política o combate às assimetrias e está no bom caminho para a promoção do desporto adaptado e para a valorização dos atletas paralímpicos” sublinha. 

“Onde há vontade não há limitações” é uma afirmação dos atletas paralímpicos e o vereador lembra-a para afirmar que é esse o princípio celebrado pelo Dia Paralímpico, uma celebração que procura unir as pessoas e afirmar a qualidade de vida.

 

 

in Câmara Municipal de Lisboa

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