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Acapo assinala 25 anos e faz o balanço do que mudou na vida de quem tem deficiência visual. Mas “ainda há muito trabalho a concretizar da parte de quem programa e disponibiliza serviços online”.

Mudanças tecnológicas revolucionaram a vida de muitos cegos e pessoas com baixa visão Daniel Rocha

 

Quando começou a estudar, Ana Sofia Antunes usava uma máquina de braille, “com um professor de apoio, no ensino básico, que raramente aparecia”. Na faculdade, começou por andar com um gravador às costas, gravava as aulas, como tinham de fazer todas as pessoas com deficiência visual como ela, e ouvia em casa, onde escrevia em braille os apontamentos. “Nessa altura, tinha um telemóvel, um tijolo, que tinha teclas mas que não tinha nenhum sistema de voz — que permitisse ler SMS ou responder. Só podia receber e fazer chamadas. E todos os números para os quais queria ligar tinham de estar decorados na minha cabeça.” No 2.º ano da universidade, os pais gastaram uma fortuna para que tivesse um computador portátil. Adquirir tecnologia adaptada era caríssimo. Não foi assim há tanto tempo. E, no entanto, de lá para cá aconteceu uma “verdadeira revolução”.

O balanço é feito por Ana Sofia Antunes, 33 anos, formada em Direito, presidente da direcção nacional da Acapo — Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, a propósito dos 25 anos da associação. Actualmente, existem múltiplas aplicações que contribuem para a autonomia “e consequente integração das pessoas com deficiência visual” na sociedade. “Hoje tenho um iPhone com o qual escrevo mensagens. Posso pegar nele e consultar a meteorologia, posso, com ele, fazer o reconhecimento de um objecto — quando vou à dispensa, lá em casa, se não consigo distinguir dois produtos porque as caixas são iguais, fotografo-as e peço ao iPhone para fazer o reconhecimento do objecto e ele vai dizer-me se a caixa é de salsichas ou cogumelos...”

Há aplicações para smartphones que informam em alta voz, mal se aponta para uma nota, se ela é de 5 euros, 20 ou 50; que “dizem” qual a cor da camisola que está pendurada no guarda-fatos; que “lêem” rótulos de embalagens e outras que lêem livros e jornais; que mostram a localização de um hospital, através de programas de GPS adaptados a cegos e a pessoas com baixa visão. Ana Sofia já não tem que decorar números de telefone, porque eles estão gravados, numa lista que lhe é acessível. “São muitos os ganhos”, diz, explicando que hoje, o trabalho da Acapo também passa muito por promover workshops aos seus associados sobre a utilização das novas tecnologias. “Mas mesmo no âmbito da tecnologia, ainda há muitas barreiras que persistem”, lamenta.

De tudo isto se falou nesta sexta-feira, em Lisboa, num encontro promovido pela Acapo com jornalistas, a propósito dos 25 anos da associação — a escritura de constituição da Acapo tem a data de 20 de Outubro de 1989, mas foi a 3 de Março de 1990 que tomaram posse os primeiros órgãos nacionais. As celebrações do aniversário prosseguem até ao próximo mês de Outubro.

“Estão a acontecer coisas revolucionárias”, segundo Jorge Fernandes, do departamento para a sociedade da informação da Faculdade de Ciências e Tecnologia, também presente no encontro desta sexta-feira. Uma das mais recentes é esta: os tablets passaram a trazer de raiz teclados braille. Fernandes exemplificou como se faz: ao tocar no ecrã, o software identifica e posiciona automaticamente as teclas por debaixo dos dedos (são seis as que compõem o caracter em braille). Um sistema de voz vai informado que caracteres estão a ser criados com a combinação escolhida por Jorge Fernandes: “J” — ouve-se. “O”, “R”, “G” “E”. Resume o especialista: “Os dedos passaram a ser os meus olhos.”

“Ainda há muito trabalho a concretizar da parte de quem programa e disponibiliza informação e serviços online”, diz a presidente da direcção nacional. Desde logo, num tempo em que tudo está em constante mudança, é preciso que a preocupação com a acessibilidade acompanhe o ritmo. “Temos muitas vezes muitos dissabores porque, por vezes, um site de informação que até já foi acessível introduz uma mudança de design qualquer ou uma nova funcionalidade e, por um passo simples, a acessibilidade que até existia para pessoas com deficiência visual perde-se.”

Outro exemplo referido: as máquinas de bilhetes no Metro de Lisboa deixaram de ser acessíveis para cegos depois das últimas alterações introduzidas. Restam as bilheteiras físicas que nem sempre estão abertas. “É uma pena, porque não era assim”, diz Graça Gerardo, vice-presidente da direcção nacional.

O acesso aos livros é outra preocupação da Acapo. Alguns sites de algumas editoras estão preparados para que cegos possam comprar livros, mas não para que os possam ler — o que obriga à solução arcaica de “scannear” os livros para que possam ser sujeitos a um programa de reconhecimento de texto. A Acapo alerta ainda para a necessidade de Portugal “ratificar o Tratado de Marraquexe”, que visa facilitar a transcrição de livros em formatos acessíveis (braille, áudio, etc.) e o seu intercâmbio entre diferentes países, “aumentando assim, exponencialmente, a bibliografia para pessoas com deficiência visual”.

 

 

in Público

Cientistas suíços estão desenvolvendo lentes de contato com minúsculos espelhos embutidos que podem ampliar a visão em até três vezes. As lentes com 1,5mm de espessura incorporam um telescópio ultrafino. A esperança é que as lentes consigam melhorar a visão de pessoas idosas com problemas de degeneração macular, a terceira maior causa de cegueira no mundo.

Já existe hoje um implante de um mecanismo semelhante ao das lentes,mas mais invasivo. A inovação das lentes é a habilidade de trocar entre a visão normal e a aumentada, utilizando um par de óculos especial. Os óculos utilizam a tecnologia de LCDpara acompanhar o movimento dos olhos. Uma simples piscada pode alterar sua polarização e mudar o grau de ampliação.

 

 

in Yahoo Notícias Brasil

 

Ruben Portinhas é cego e faz da rádio um dos grandes sonhos da vida.

 

Não vê mas pode falar e a rádio é a vida de Ruben Portinhas. Começou com o "bichinho" de informar tudo o sabia na rua, registado com um pequeno gravador que mais tarde deu lugar à paixão e necessidade de frequência escolar.

Apesar do poder da imagem e da informação interactiva, a rádio e o som continuam a despertar grandes paixões.
Um mundo mágico, com uma importância especial para quem não vê.

O repórter João Torgal visitou um invisual licenciado em comunicação que desde miúdo têm uma paixão genuína e persistente por ouvir e por fazer rádio.

 

Todos nós sofremos pelos nossos pets, seja em uma situação de rotina ou mesmo em casos mais graves como a cegueira canina. Mesmo com toda a preocupação do mundo, se um cachorrinho fica cego, é preciso aprender com a nova situação e fazer exatamente como os próprios bichinhos fazem: adaptar-se e seguir em frente.

A médica veterinária do Hospital Veterinário Pró, Vita Rhea Cassuli Lima dos Santos, aponta o que pode prejudicar a visão do pet, causando até mesmo cegueira definitiva.

"Dentre os principais fatores que podem deixar um pet completamente cego estão as doenças degenerativas da retina, uma atrofia de iris, a própria catarata ou a calcificação da lente. Todas essas doenças podem levar à cegueira" enumera doutora Rhéa, apontando que nas doenças degenerativas não há uma razão para que esse quadro de cegueira ocorra.

"Outra causa da cegueira pode ser um trauma importante na face, que pode casuar problemas nas retinas. Bater o olho em uma superfície dura, por exemplo. É preciso também ficar atento aos pacientes com pressão alta ou os que apresentam picos de pressão, pois podem deslocar a retina" completa doutora Rhéa.

Cães menores, problemas maiores?
Diferente do que muitos pensam, as raças pequeninas não são predispostos à cegueira diretamente. "As raças que apresentam problemas cardíacos e renais tendem, sim, a ter pressão mais alta e, consequentemente, predisposição para a perda de visão" explica Rhéa.

Como perceber se o pet está perdendo a visão
Não percebemos, mas eles se adaptam muito bem com a cegueira dentro de casa. Podemos notar alguns problemas quando mudamos a organização dentro de casa.

"Cães e gatos se acostumam a subir e descer até o momento em que mudamos as uma cadeira ou um sofá. Eles podem começar a esbarrar. Mas, de maneira incrível, isso não prejudica a vida deles. água e comida eles conseguem encontrar" explica a média veterinária.

Pela noite, vale ficar atento. Algumas doenças criam cegueira de maneira progressiva e eles começam a perder a qualidade de visão no escuro. "Quanto mais escuro, pior para o pet enxergar" diz doutora Rhéa.

Nos diabéticos, a cegueira pode ser imediata. "É muito rápido, então não dá tempo para o paciente se adaptar com a situação".

Tem tratamento?
Doutora Rhéa explica que o tratamento vai depender de cada causa. "Alguns casos há a possibilidade de cirurgia, como a catarata, mas nas doenças degenerativas a gente tem muito pouco que fazer. Existem alguns procedimentos que podem ajudar a retardar a progressão da doença, mas cura é bem difícil" conclui a médica veterinária.

A história de superação diária da Espuma, uma beagle com vontade de viver
A balconista Simone Macedo Vogel testemunha todos os dias, nos últimos dois anos, a força de vontade de viver da sua beagle chamada Espuma. A cachorrinha é diabética, mas Simone não imaginou que a doença poderia ser tão devastadora de uma maneira tão rápida.

"A Espuma bebia muita água, e eu achei que era pelo calor. Um dia, ela quase entrou em coma e eu levei até a doutora Rhéa. E lá, com os exames, eles conseguiram detectar a doença e salvar a vida dela. Mas ficou a sequela da visão, foi muito rápido" relata Simone.

Mas a cegueira não impede a cachorrinha de viver como sempre fez. "Foi muito sofrimento no começo, mas sabe como é cachorro. É um bicho incrível. Hoje ela já se adaptou muito bem. Ela compreende as coisas, sabe usar o olfato e a audição para tudo. Algumas vezes ela se perde, quando mudamos algo de lugar, mas logo ela já se encontra" explica a dona da beagle.

E a vida segue na casa da Simone, com a Espuma independente tal qual qualquer cachorrinho normal.

Sobre Rhea Cassul Lima dos Santos
Rhéa Cassuli Lima dos Santos é médica veterinária graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), especialista com residência em Clínica Médica de Pequenos Animais também pela UTP, e especializanda em Endocrinologia e Metabologia de Cães e Gatos pela Associação Nacional de Clínicos de Pequenos Animais de São Paulo.

Sobre o Hospital Veterinário Pró Vita
O Hospital Veterinário Pró Vita conta com profissionais qualificados e especialistas em diversas áreas para garantir o melhor atendimento, além de uma estrutura completa para internamento dos animais. Os bichinhos são supervisionados 24 horas por dia por profissionais preparados, que monitoram sua condição constantemente, e estão prontos para intervir com agilidade e precisão!

Outro diferencial do Pró Vita é um espaço só para os felinos, com consultório especial e sala de internamento só para gatos, reduzindo, assim, o estresse dos felinos em um ambiente estranho, e diminuindo o contato com a presença de cães no mesmo ambiente.

 

 

in Paranashop

A propósito da Semana Mundial do Glaucoma, que se assinala de 8 a 14 de Março, o Grupo Português de Glaucoma da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO)
deixa o alerta: a doença continua a ser uma das principais causas de cegueira em Portugal e estima-se que mais de 100 mil portugueses sofram de glaucoma,
com previsível aumento da incidência devido ao envelhecimento da população no nosso país.

Durante toda esta semana e pelo 7.º ano consecutivo, médicos oftalmologistas por todo o mundo dedicam especial atenção a este “ladrão silencioso da visão”.
No nosso país, o Grupo Português de Glaucoma da SPO vai promover rastreios em centros comerciais no Porto, Braga e Viseu, bem como diversas iniciativas
de sensibilização junto da população, entre as quais se destaca um workshop sobre glaucoma, no dia 10 de Março, às 10h30, no Centro Hospitalar e Universitário
de Coimbra.

O Glaucoma, que afeta de 80 milhões de pessoas em todo o mundo, é uma doença progressiva do nervo ótico e que se não for tratada conduz à cegueira irreversível.
Apesar de em Portugal não ter o mediatismo das cataratas ou da retinopatia diabética, o glaucoma representa um problema não só de oftalmologia mas também
de saúde pública. É a segunda causa mundial de cegueira (cerca de 9 milhões de cegos por glaucoma em todo o Mundo) e a primeira causa de cegueira irreversível
evitável. Estima-se que mesmo nos países desenvolvidos só cerca de 50% dos portadores de glaucoma sejam diagnosticados e tratados porque a maioria dos
doentes inicialmente não tem alterações visuais percetíveis.

José Moura Pereira, oftalmologista e coordenador do Grupo Português do Glaucoma, explica que “à medida que a doença avança, começa por perder-se qualidade
de visão (sensibilidade ao contraste e visão de cores) mas as alterações mais incapacitantes são as perdas do campo visual que aumentam o risco de acidentes
de viação e quedas, culminando na cegueira completa e irreversível.

“Um individuo outrora ativo e válido membro da sociedade que passa a depender de terceiros, muitas vezes deprime e exclui-se socialmente. É fundamental,
para evitar esta situação, que o diagnóstico seja o mais precoce possível e que o doente esteja bem informado sobre a doença para não desistir do tratamento,
consultas e exames propostos pelo seu médico. É o nosso dever tentar combater o desconhecimento da população em geral relativo à doença porque nosso sucesso
no rastreio, diagnóstico e tratamento atempado depende do entendimento da patologia por parte dos doentes e do cumprimento rigoroso diário da terapêutica”,
acentua o coordenador do Grupo Português de Glaucoma.

 

in O Ribatejo

A IBM lançou uma nova ferramenta de suporte ao desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis iOS e Android, que irá beneficiar mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo idosos e cidadãos com deficiências auditivas e visuais.

O novo Mobile Accessibility Checker alerta para eventuais falhas durante a programação de uma aplicação de forma a facilitar o seu acesso a pessoas com estas necessidades especiais.

O Mobile Accessibility Checker permite que os programadores identifiquem e corrijam o problema de utilização durante o desenvolvimento da aplicação, por forma a optimizar e melhorar a experiência do utilizador.

A ferramenta da IBM dá um alerta automático aos programadores para eventuais problemas na sua utilização como, por exemplo, o contraste de cores e a impossibilidade de navegação através do teclado, e recomenda correcções que estão de acordo com os padrões de mercado e regulamentações governamentais.

O IBM Mobile Accessibility Checker está também disponível no modelo cloud as-a-service ou como componente de software da IBM.

 

in PC Guia

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